As confissões de Angelina Jolie

Nesta entrevista, por conta da promoção do filme ‘Kung Fu Panda 3’, a atriz fala do amor pelos filhos, da paixão pelo marido, Brad Pitt, e do difícil processo que passou por causa da dupla mastectomia.

Passaram-se apenas alguns meses desde que vimos Angelina Jolie e Brad Pitt em À Beira Mar, filme no qual contracenam e dão vida a um casal em crise. Ela interpreta uma bailarina que vê a sua carreira desabar, Pitt da vida a um escritor alcoólatra. O longa-metragem foi gravado na ilha de Malta e é o primeiro filme que eles atuam juntos desde Sr. & Sra. Smith, de 2005, onde se conheceram e apaixonaram. E apesar de ter interpretado papéis mais dramáticos, Angelina sempre gostou de emprestar a sua voz a Tigresa, uma das personagens principais de Kung Fu Panda 3. E foi no âmbito da promoção deste filme de animação que a atriz deu esta entrevista na qual o marido, Brad Pitt, e os seis filhos, são os protagonistas.

Os filmes da série Kung Fu Panda são uma oportunidade para entrar num mundo mais divertido?

Geralmente sou muito alegre quando estou em casa com os meus filhos. As pessoas costumam me ver em papéis mais sérios ou falar de histórias difíceis, como nos filmes À Beira Mar e Invencível, e ficam com uma impressão diferente de mim. Me deixa muito feliz interpretar a Tigress e entrar nesse mundo da imaginação.

O que os seus filhos pensam do seu trabalho nestes filmes?

Todos eles adoram Po, que é interpretado por Jack Black. Eles ficam felizes por ver a mãe fazer parte da história, mas na realidade o Po é o herói deles, porque é diferente, ele é adotado, o que é muito relevante para a nossa família. Quando estou com os meus filhos, a energia deles é muito contagiante. Isso acaba por me fazer esquecer das preocupações e simplesmente sinto uma enorme alegria por estar com eles.

Acredita que hoje em dia as crianças estão crescendo rápido de mais e são bombardeadas com muitas informações sobre o que se passa no mundo?

É muito mais difícil para as crianças preservarem a sua inocência. Com os mais velhos, é preciso ajudá-los a entender o que esta acontecendo, mas também quero que enquanto estão crescendo, eles aprendam sobre História e Literatura e outras coisas que os ajudarão a ter uma perspectiva maior da vida. Como pais, queremos criar um ambiente seguro e feliz onde os nossos filhos se sintam amados e seguros. É o mais importante, e assim ajuda a construir suas autoestima e também a enfrentar os problemas que possam vir a ter.

Em À Beira Mar, você teve uma experiência emocional tanto como diretora e como atriz, que poucos poderiam imaginar.

Escrevi a história enquanto vivia o luto pela perda da minha mãe. Era importante para mim contar uma história que pudesse demonstrar a minha dor e explorar a minha própria tristeza. A nível pessoal, era importante fazer essa homenagem à ela. Me senti inspirada por ela.



Você pensou em sua mãe quando escreveu o papel da sua personagem?

Não se tratou disso. Estava chegando em meus 40 anos e foi com essa idade que muitas mulheres da minha família começaram a adoecer [a avó, a mãe e a tia morreram de câncer]. A minha mãe me disse que se sentia traída por seu corpo, eu tive exatamente a mesma sensação. Estava no processo de realização do filme quando o meu médico me chamou e me disse que algo estava mal. Tive de enfrentar outra batalha, e foi quase libertador, porque me deu um sentido de consciência e de vulnerabilidade enquanto trabalhava.

Foi difícil fazer cenas de brigas com o seu marido?

A primeira semana foi a mais difícil para nós, porque o Brad sabia que eu estava preocupada e impaciente. Eu também estava com problemas em conseguir explicar como teria de ficar revoltado como a minha personagem. E isso é difícil, porque não queremos que os nossos problemas pessoais inter­firam no processo de interpretação. Mas conversámos e decidimos que íamos ser completamente honestos um com o outro, não escondendo os nossos sentimentos sobre qualquer assunto.

Alguma vez você pensou que isso poderia pôr a sua relação em risco?

Era a nossa maneira de provar isso a nós mesmos. Ambos sabíamos que se conseguíssemos fazer aquele tipo de filme, iríamos sair de todo o processo mais fortes e mais felizes. E assim foi. Era muito mais fácil para mim rodar um filme de guerra, do que retratar um casamento que passa por um momento ruim e fazer essas cenas com o meu próprio marido. Mas sempre nos mantivemos firmes, no entanto foi mais perigoso para nós enquanto casal. E, não acredito que nós queiramos passar por isso de novo.

Que tipo de mãe você é?

Sou muito aberta e muito ligada aos meus filhos. Sou muito honesta com eles, falo frequentemente sobre problemas maiores de modo que eles não tenham medo de coisas que não entendem e não cresçam com ilusões sobre o mundo que os rodeia. Também quero que sejam capazes de explorar a suas imaginações, de rirem de si mesmos e que desfrutem de suas juventudes. Eu e o Brad queremos que eles cresçam e se preparem para o mundo real e que saibam que vamos estar sempre aqui para os apoiar.

É mais fácil criar seis crianças agora, em comparação com o momento em que os gêmeos nasceram?

O primeiro ano foi o mais duro, simplesmente porque eu não era capaz de passar tanto tempo com os nossos outros filhos como eu fazia antes. Me preocupei com isso, mas Brad esteve genial cuidando deles e se assegurando de que eu dormisse o suficiente e que tudo estivesse bem em casa. Foi muito bom vê-lo tão carinhoso e generoso, embora, por vezes, estivesse esgotado. No entanto, me agrada a ideia de ter uma grande família, eu nunca re­nunciaria a essa responsabilidade.


Têm regras e rotinas muito específicas no dia-a-dia?

As crianças têm os seus próprios pro­fessores, que se dedicam a ajudá-los com os estudos. A hora da refeição também é muito importante, embora às vezes possa ser caótico, o ambiente em casa é sempre acolhedor e gratificante.

Depois do casamento você adotou o sobrenome do seu marido, que significado tem isso?

Foi uma maneira de nos aproximarmos ainda mais dos nossos filhos. Queria que todos tivéssemos o mesmo sobrenome e acho que ficaram contentes por isso.

Seus filhos tiveram um grande peso na decisão do seu casamento?

Uma das coisas mais importantes que aprendi sobre o Brad foi o fato de ele estar profundamente envolvido no seu papel de pai. Quando ele assinou os papéis da adoção do Maddox e da Zahara, tive a certeza de que queria estar com ele pelo resto da minha vida.

Comentários

Anônimo disse…
Alguém sabe se Brad e Angelina vão estar hoje no Oscar ?
BWEST disse…
Muito boa a entrevista.Obrigado!
Anônimo disse…
Jolie vai ao Oscar hoje?
Anônimo disse…
Brad ganha Oscar como produtor se ''A Grande Aposta'' vencer Melhor Filme?
Angelina disse na premiere de Kung Fu Panda 3 que se não estivesse gravando na época do Oscar ela iria a cerimonia, bom ela não está gravando, então existe a possibilidade dela comparecer, mas eu não estou dando certeza, os indícios indicam que eles irão estar lá, mas como eles são imprevisíveis não da pra saber com exatidão, então fica o suspense.
Sim, se A Grande Aposta vencer melhor filme, Brad será um dos premiados.
Anônimo disse…
Acredito que "A Grande Aposta" ganhará o Oscar de Melhor filme, então acho que eles estarão lá sim. Ser imprevisíveis é o charminho deles.
Oscar sem Jolie não é a mesma coisa. Perde metade da graça.
Anônimo disse…
Você tem alguma torcida para o Oscar?
Anônimo disse…
Acho que a Angelina e o Brad não foram
Gente, vou usar essa entrevista pra um trabalho, mas preciso da fonte original da entrevista para colocar nas referencias. Vocês têm o link da original?
Bruna, é só tu procurar pelo titulo da postagem que tu consegue achar a matéria original, é da revista Caras edição espanhola, mas tem uma versão em português de Portugal.